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Mesmo com níveis de escolaridade semelhantes aos de homens brancos, mulheres negras que empreendem no Brasil enfrentam uma disparidade salarial significativa. Segundo pesquisa do Sebrae, essas empreendedoras ganham, em média, 61% menos que seus pares masculinos brancos. A renda média de uma mulher negra dona de negócio é de R$ 1.986, enquanto homens brancos recebem R$ 5.092.

A pesquisa revela que 65% das empreendedoras negras possuem ensino médio completo ou superior, comparado a 65,2% dos homens brancos. No entanto, o racismo estrutural e a desvalorização de produtos vendidos por mulheres negras são barreiras significativas. Fau Ferreira, gestora de Afroempreendedorismo no Sebrae, destaca que produtos vendidos diretamente por essas empreendedoras são frequentemente subvalorizados, enquanto lojas de grife conseguem vendê-los por preços muito mais altos.

Brenda Prates, uma empreendedora que iniciou seu negócio a partir de uma necessidade estética, exemplifica a luta para se manter relevante no mercado. Ela começou com um ‘instablog’ sobre transição capilar e, em 2019, abriu uma loja física que atende todo o Brasil. Brenda acredita que o empreendedorismo negro tem crescido, mas ainda enfrenta desafios como a informalidade e a falta de oportunidades.

Para melhorar as condições de empreendedorismo, Brenda sugere uma revisão no sistema educacional brasileiro, com foco em identificar e desenvolver potenciais empreendedores desde cedo. Fau Ferreira reforça que a força e resiliência das mulheres negras são fundamentais para o sucesso de seus negócios.

Fonte: https://agenciasebrae.com.br/cultura-empreendedora/apesar-de-terem-o-mesmo-nivel-de-escolaridade-que-homens-brancos-empreendedoras-negras-recebem-61-menos/

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