As famosas tortas de Carambeí, no Paraná, foram oficialmente reconhecidas como a primeira Indicação Geográfica (IG) de 2026, concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Este selo de Indicação de Procedência (IP) destaca a autenticidade e a qualidade das tortas, que são parte integrante do patrimônio cultural e gastronômico da região dos Campos Gerais.

Hulda Giesbrecht, coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae Nacional, enfatiza que a IG é um reconhecimento das características únicas das tortas de Carambeí, que combinam tradição e excelência técnica. O Sebrae tem desempenhado um papel crucial ao apoiar pequenos negócios na obtenção desse reconhecimento, através de capacitações e organização da cadeia produtiva.

As tortas de Carambeí têm suas origens em 1911, com a chegada de imigrantes holandeses à região. Desde então, as receitas, passadas de geração em geração, evoluíram para incluir versões modernas, mantendo sempre o caráter artesanal e o uso de ingredientes locais de alta qualidade.

A conquista da IG foi possível graças à união dos produtores locais, que formaram a Associação dos Produtores de Tortas de Carambeí (APTC). Com o apoio do Sebrae/PR, eles realizaram um extenso trabalho de diagnóstico histórico e cultural, além de testes de qualidade para garantir a autenticidade das receitas.

Paulo Ricardo Los, presidente da APTC, destaca que o reconhecimento da IG não só valida o esforço dos produtores, mas também abre novas oportunidades de mercado e fortalece o turismo gastronômico na região. O Festival de Tortas, realizado desde 2010, é um exemplo de como a cultura local atrai visitantes, com mais de 200 mil turistas anualmente.

Com a adição das tortas de Carambeí, o Paraná agora possui 23 produtos com Indicação Geográfica. O estado tem se destacado na obtenção de IGs, com produtos como ostras, queijos e cafés, que agregam valor e competitividade aos produtos locais.

Fonte:https://agenciasebrae.com.br/cultura-empreendedora/tortas-de-carambei-no-parana-conquistam-a-primeira-indicacao-geografica-de-2026/

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